segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Pena que nem todos têm tamanha sensibilidade pra compreender tudo o que a natureza pode te dar. Coisas simples me fazem feliz e me arrancam um sorriso. Um vento no rosto, o barulho da chuva, o cheiro da chuva, o nascer do sol, o cheirinho de mato, uma borboleta amarela que pousa sobre a folhinha verde, aquelas joaninhas vermelhinhas que você coloca no braço, vão andando até  aponta dos dedos e voam... Deitar na grama e ler um livro na sombra de uma árvore, ouvir os passarinhos, olha pro céu imaginar até onde vai aquilo... Sou uma eterna apaixonada por isso tudo.

O ser humano tem a capacidade de "conversar" com a natureza, mas por uma série de fatores, como a correria, o estresse e outras coisas, isso se perdeu. Os animais por exemplo, ainda têm isso. Li certa vez que na California, salve engano, cientistas e geólogos observam o comportamento dos cachorros na tentativa de prever alguma catástrofe. Se em uma determinada época os cães começam a "sumir" é sinal de provavelmente um terremoto acontecerá por lá. Os cachorros percebem isso porque se entendem com a natureza e, vulgarmente falando, assim que eles "recebem o aviso", fogem para as montanhas na tentativa de se salvar ou simplesmente ficam mais ariscos.

É fascinante você imaginar essas coisas, tá tudo interligado.

sábado, 22 de outubro de 2011

coffee break

Dizem que a gente aprende com os erros e que com isso vem o crescimento pessoal. A vezes nem mesmo aprendemos com eles, aprendemos a lidar com eles. É aquela coisa... erra, se cobra, sofre, diz que aprendeu e depois ta lá, errando o mesmo erro. Não é burrice, tampouco falta de amadurecimento. Somos humanos, temos sentimentos e isso nos faz imperfeitos(!).
Se fossemos pessoas guiadas unica e exclusivamente pela razão, talvez sim, erraríamos menos e aprenderíamos com esses, mas não dá. Cheguei à conclusão que somos sentimentais. Isso é inerente ao mais racional dos seres humanos. Eu, por exemplo, sempre me vi como uma pessoa mais guiada pela razão, mas isso é bobagem e não é vantagem. Naquelas situações mais adversas, ta lá você agindo com o coração. E por mais que você erre, é assim que deveria ser feito. O agir sempre com a "razão", por assim dizer, é a arma dos que têm medo.

O mundo é de quem se arrisca, de quem dá a cara a bater, de quem, acima de tudo, se permite. Se permite rir, chorar, amar, odiar, apaixonar... Há uma frase, de um dos meus filmes preferidos, que é mais ou menos assim: "O importante não é ser forte, mas sentir-se forte!" Taí, bela frase pra ilustrar o que eu disse sobre aprender a lidar com os erros no início do texto.

E o bom é ter a certeza de que, por pior que possa parecer, vai ter sempre alguém com você. Te apoiando e acreditando. Alguém com quem você chora, mesmo que em silencio, ou ri, mesmo que só com o olhar. E esses (os risos) sim devem ficar gravados na memória... Já cantava Caetano: Respeito muito minhas lágrimas, mas ainda mais minha risada. Essas sim, ficam guardadas. As mágoas, os choros, esses passam. Tanto passam que, quando você lembra de algo que lá atráaaaas te fez sofrer muito, hoje, você se pergunta como pôde ser tão fraca. Mas aquela piada antiga, ou aqueles momentos épicos de tão engraçados que voce passou com sua família ou amigos, são engraçados e te fazem rir até hoje. São eternos.

sábado, 8 de outubro de 2011

pausa para o café

Ando meio ausente disso aqui, e, talvez, até de mim. Não adianta, estudos sempre tomam a maior parte dos meus dias... Espero que futuramente eu seja bastante recompensada por tudo, que eu consiga, acima de tudo, ser feliz com a profissão que escolhi, que eu tenha chances, que nos dêem chance. Insegurança é normal, né? Espero que sim. Dá aquele medo de estar correndo muito, talvez pro lado errado...

Mas nem só de coisas ruins se faz uma faculdade, não é mesmo? Muito pelo contrário. To super ansiosa para um passeio totalmente ecológico que faremos juntos! Vai ser legal, ver tudo lá de cima, me ver lá em cima... aquele clima, você a natureza. Come on!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

- Então Charlie Brown, o que é amor pra você?
- Em 1987 meu pai tinha um carro azul...
- Mas o que isso tem a ver com amor?
- Bom, acontece que todos os dias ele dava carona pra uma moça. Ele saía do carro, abria a porta pra ela, quando ela entrava ele fechava a porta, dava a volta pelo carro e quando ele ia abrir a porta pra entrar, ela apertava a tranca. Ela ficava fazendo caretas e os dois morriam de rir... Acho que isso é amor.

domingo, 11 de setembro de 2011

muito açúcar

Sorrisos, sonhos, sofrimento, dor... afinal, o que nos move?

Se tivéssemos em mente o quão é rápido e passageiro, talvez nos daríamos a chance de viver mais intensamente tudo isso. É a correria. São os compromissos, os problemas, as tarefas do dia a dia que nos cegam. Cegam, ensurdecem, calam. E pra quê?

Pra buscar ser diferente amanhã. Pra acordar e dizer pra você mesmo que será diferente, que será doce, que será um novo (e bom) dia. Você dá as cartas. E a partir daí voce vai percebendo que é só você contra você mesmo... Não ganha, nem perde. Vive. O que nos move? Alegrias, sorrisos e na mesma proporção, o sofrimento, as dores... Sobretudo, o que nos move é a esperança. Esperança de ser sempre mais, alcançar mais.


"Quem sempre quer vitória perde a glória de chorar"

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Café com leite

"Não aderir a um movimento pode ser um sinal de respeito a ele. Pensassem todos assim e não afundariam, por excesso de peso, tantas ideias bacanas. Ser datado é legal. Ser ultrapassado também pode ser, pois não se trata de uma corrida. O carro que tu vias pelo retrovisor de ultrapassa, tu vês o caroneiro de perfil, depois uma criança te abana pelo vidro traseiro. Nunca te aconteceu? É bonito. Algumas crianças mostram a língua, depois sorriem. É bonito. Depois eles param para tomar um refri, ir ao banheiro, tu passas pelo carro parado, e assim vai... Na verdade, ninguém ultrapassa ninguém. Isso aqui é um imenso transporte coletivo. Estamos no mesmo barco e ele ainda flutua."

Retirado do livro "Pra ser sincero - 123 variações sobre o mesmo tema" de Humberto Gessinger.

Desnecessário qualquer comentário... Bom ou ruim, os textos falam por si.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Era primavera, estação preferida de Valentina. Numa terça-feira, o dia, também preferido de Valentina. Colheu umas flores e preparou uma mesa de café ao ar livre com uma toalha antiga bordada e uma bonita renda em sua volta - que antigamente era branca- já meio amarelada. Era herança de família, e só usava em ocasiões especiais. Tomou banho, se banhou no perfume com o mais puro aroma das flores do campo. Se vestiu com o vestido que havia ganhado no Natal passado. Fez um coque no cabelo. Eram 18:47, ainda faltavam 13 minutos. Se sentou ao sofá esperando que a campainha tocasse... Começou a se olhar no espelho que havia ao lado; Soltou o cabelo. Prendeu novamente; afinal, era o penteado preferido dele. Olhou o relógio, 18:53, "Por Deus" - disse. Bernardo era irritantemente pontual, pensou.
Tornou a soltar o cabelo, ela gostava daquele cheiro que exalava, mas ele gostava do penteado. 19:00, e a campainha! Correu em direção à porta quase que sem ar, quando a abriu, seus lábios se esticaram na mesma medida que o dele esticara. Os olhos brilhavam, era perfeita simetria... E então, um abraço, longo abraço. Ele disse que estava com saudades, ela também. Se beijaram. Foram para a varanda, tomaram o habitual café das sete daqueles dias com os biscoitos de nata que eram os preferidos dele. Conversaram, riram, se amaram, dormiram, se despediram.

(...)

Era verão, e uma sexta feira. A estação e dia preferidos de Valentina. Agora ele viria passar uma final de semana inteirinho! O ritual se manteve, coque, café, biscoitos de nata... e a toalha de mesa.
Ora, para que serve uma toalha assim, senão para dias como esses?
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- Continua...