Era primavera, estação preferida de Valentina. Numa terça-feira, o dia, também preferido de Valentina. Colheu umas flores e preparou uma mesa de café ao ar livre com uma toalha antiga bordada e uma bonita renda em sua volta - que antigamente era branca- já meio amarelada. Era herança de família, e só usava em ocasiões especiais. Tomou banho, se banhou no perfume com o mais puro aroma das flores do campo. Se vestiu com o vestido que havia ganhado no Natal passado. Fez um coque no cabelo. Eram 18:47, ainda faltavam 13 minutos. Se sentou ao sofá esperando que a campainha tocasse... Começou a se olhar no espelho que havia ao lado; Soltou o cabelo. Prendeu novamente; afinal, era o penteado preferido dele. Olhou o relógio, 18:53, "Por Deus" - disse. Bernardo era irritantemente pontual, pensou.
Tornou a soltar o cabelo, ela gostava daquele cheiro que exalava, mas ele gostava do penteado. 19:00, e a campainha! Correu em direção à porta quase que sem ar, quando a abriu, seus lábios se esticaram na mesma medida que o dele esticara. Os olhos brilhavam, era perfeita simetria... E então, um abraço, longo abraço. Ele disse que estava com saudades, ela também. Se beijaram. Foram para a varanda, tomaram o habitual café das sete daqueles dias com os biscoitos de nata que eram os preferidos dele. Conversaram, riram, se amaram, dormiram, se despediram.
(...)
Era verão, e uma sexta feira. A estação e dia preferidos de Valentina. Agora ele viria passar uma final de semana inteirinho! O ritual se manteve, coque, café, biscoitos de nata... e a toalha de mesa.
Ora, para que serve uma toalha assim, senão para dias como esses?
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- Continua...
muito bom o texto....com conteudo...
ResponderExcluirMuito bom, amei. Estou te seguindo, me siga também.
ResponderExcluirhttp://entreaquija.blogspot.com/